POR
QUE CONTABILIDADE?
Quando
iniciei a graduação em Ciências Contábeis, buscava alcançar à máxima: “Matar dois
coelhos com uma cajadada só”; isto é, ao final dos quatro anos de graduação
possuiria o nível superior e elevados conhecimentos da Ciência Matemática. Mas “o
tiro saiu pela culatra”, pois o curso de Ciência Contábil não faz parte das
ciências exatas (como eu e praticamente todo senso comum pensava), mas sim das
ciências humanas.
Foi
durante a graduação que a contabilidade, como é mais conhecida, se revelou, diante
dessa ciência, os possíveis ou concretos graduandos sempre partiam de algumas
opiniões que viam neste curso uma fonte inesgotável de cálculos e regras
matemáticas, tais como: “Deus que me livre, só tem matemática” ou “Você é
doido, ficar fazendo contas o tempo todo? Credo!” A verdade é que na prática
cotidiana percebi que Contabilidade não se trata de contas e expressões
algébricas das mais variadas possíveis; o fato é que outras ciências sociais a
utilizam muito mais que a própria contabilidade, como é o caso da
Administração.
Defasada,
principalmente diante da perspectiva observada pela grande maioria dos
acadêmicos de outros cursos, a Contabilidade possui esse nome por tratar-se de
uma ciência que busca, basicamente, evidenciar o patrimônio através de contas.
Para exemplificar o que vem a ser essas contas, elemento indissociável da vida
dos contadores, partirei para o seguinte exposto: Uma empresa comercial possui
em sua máquina registradora, dinheiro – a esse numerário de alta rotatividade
damos o nome de conta caixa; possui
também dinheiro na sua conta bancária – a esse damos o nome de conta bancos; às vendas efetuadas a
crédito - nomeamos de conta clientes
ou contas a receber; e às mercadorias
disponíveis para venda, estando ela em gôndolas ou armazenadas – damos o nome
de mercadorias em estoque ou
simplesmente estoque. As contas são
inúmeras e variam, principalmente, de acordo com o ramo de atuação e ao porte
da empresa.
Através
desse exemplo de fácil compreensão, percebe-se que a contabilidade não é a
habilidade de fazer operações matemáticas; sua área de atuação esta
centralizada na habilidade de representar o patrimônio por um sistema histórico
e metodicamente construído a fim de levar aos interessados informações seguras
e precisas, capazes de se conhecer o presente e assim modificar o futuro.
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